Sair para caminhar, viajar, preparar uma refeição, estar com os netos ou com os amigos: o que importa no envelhecimento varia de pessoa para pessoa. O cuidado começa por entender o que você gostaria de preservar, recuperar ou continuar fazendo.
A saúde no dia a dia
Memória, equilíbrio, quedas, sono, humor e alimentação fazem parte da avaliação, além do acompanhamento de doenças crônicas. Os vínculos familiares, a história pessoal e as aspirações também precisam entrar nessa conversa.
Uma queixa merece atenção antes de ser atribuída a “coisas da idade”. Esse paradigma precisa ser vencido. Cada pessoa, independentemente da idade, tem direito a um cuidado atento, respeitoso e alinhado com suas preferências. A conversa e o exame físico orientam o que precisa ser investigado.
Revisar os remédios também é cuidar
Quem convive com diferentes condições de saúde pode acumular receitas de vários médicos, às vezes com orientações que não conversam entre si. Por isso, é importante revisar cada medicamento: para que foi prescrito, se ainda faz sentido e se pode estar causando problemas.
Tontura, sonolência e dificuldades de memória, por exemplo, podem ter relação com remédios. Quando reduzir ou suspender um tratamento é uma opção, combino como fazer e acompanho os efeitos. O número de comprimidos, sozinho, não decide essa escolha.
A pessoa idosa e quem participa do cuidado
A presença de um familiar ou cuidador pode ajudar, respeitando a vontade e a privacidade de quem está sendo atendido. Mesmo quando há dificuldade de memória ou comunicação, as preferências da pessoa precisam ser ouvidas e consideradas nas decisões.
Também estou atento às dificuldades de quem cuida. Reconhecer a sobrecarga, pensar em como dividir responsabilidades e buscar apoio faz parte do acompanhamento.
Atendo no Jardim Botânico e faço visitas domiciliares. Quando preciso de outro profissional, como geriatra, neurologista ou fisioterapeuta, organizo o encaminhamento e continuo acompanhando de forma conjunta.