João Victor Bohn Alves Médico de Família e Comunidade Agendar
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Saúde da pessoa idosa

O que é saúde para você hoje?

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Cinco matrioskas de madeira pintadas à mão, do conjunto que fica no consultório de João

Sair para caminhar, viajar, preparar uma refeição, estar com os netos ou com os amigos: o que importa no envelhecimento varia de pessoa para pessoa. O cuidado começa por entender o que você gostaria de preservar, recuperar ou continuar fazendo.

A saúde no dia a dia

Memória, equilíbrio, quedas, sono, humor e alimentação fazem parte da avaliação, além do acompanhamento de doenças crônicas. Os vínculos familiares, a história pessoal e as aspirações também precisam entrar nessa conversa.

Uma queixa merece atenção antes de ser atribuída a “coisas da idade”. Esse paradigma precisa ser vencido. Cada pessoa, independentemente da idade, tem direito a um cuidado atento, respeitoso e alinhado com suas preferências. A conversa e o exame físico orientam o que precisa ser investigado.

Revisar os remédios também é cuidar

Quem convive com diferentes condições de saúde pode acumular receitas de vários médicos, às vezes com orientações que não conversam entre si. Por isso, é importante revisar cada medicamento: para que foi prescrito, se ainda faz sentido e se pode estar causando problemas.

Tontura, sonolência e dificuldades de memória, por exemplo, podem ter relação com remédios. Quando reduzir ou suspender um tratamento é uma opção, combino como fazer e acompanho os efeitos. O número de comprimidos, sozinho, não decide essa escolha.

A pessoa idosa e quem participa do cuidado

A presença de um familiar ou cuidador pode ajudar, respeitando a vontade e a privacidade de quem está sendo atendido. Mesmo quando há dificuldade de memória ou comunicação, as preferências da pessoa precisam ser ouvidas e consideradas nas decisões.

Também estou atento às dificuldades de quem cuida. Reconhecer a sobrecarga, pensar em como dividir responsabilidades e buscar apoio faz parte do acompanhamento.

Atendo no Jardim Botânico e faço visitas domiciliares. Quando preciso de outro profissional, como geriatra, neurologista ou fisioterapeuta, organizo o encaminhamento e continuo acompanhando de forma conjunta.

Dúvidas antes de vir

Preciso de um geriatra ou posso começar com médico de família?

Minha especialidade é Medicina de Família e Comunidade, e o cuidado da pessoa idosa faz parte do meu trabalho. Você pode começar comigo. Quando há maior fragilidade, dúvidas diagnósticas ou necessidade de tratamento especializado, posso organizar o acompanhamento conjunto com geriatra ou outro profissional.

O que levar à consulta?

Traga exames anteriores, receitas e a lista ou as embalagens de todos os remédios, incluindo suplementos e os usados por conta própria. Se houve internação recente, o resumo da alta também ajuda.

Com que frequência são as consultas de acompanhamento?

Depende da saúde, da autonomia e das mudanças no tratamento. Quando o quadro está estável, os encontros podem ser mais espaçados. Após uma internação ou ajuste de medicamentos, pode ser necessário rever o plano mais cedo.

O que dizem sobre o atendimento

Avaliações publicadas por pacientes no Doctoralia e no Google.