Ansiedade, depressão, insônia, dificuldades com álcool ou outras substâncias: a saúde mental faz parte do meu trabalho como médico de família. Também recebo pessoas vivendo luto, esgotamento ou mudanças difíceis, sem que necessariamente exista um transtorno.
Entender antes de dar um nome
O que mudou, há quanto tempo e como isso aparece no sono, no trabalho, nas relações e na vontade de fazer as coisas? Sua saúde física e os medicamentos em uso também precisam entrar nessa conversa, porque tudo isso pode participar do que você está sentindo.
Dar um nome ao problema pode ajudar a orientar o tratamento. Mas uma conclusão apressada também pode deixar de fora o contexto de uma perda, uma relação difícil ou uma rotina que se tornou insustentável. Quando há dúvida, explico o que preciso acompanhar e combino os próximos passos com você.
Construir um plano possível
O cuidado pode incluir psicoterapia, mudanças na rotina e medicamentos. A escolha depende do quadro, da intensidade do sofrimento e das suas preferências. A decisão sobre um medicamento precisa considerar o benefício esperado, os possíveis efeitos adversos e quando avaliar a resposta.
Nas consultas seguintes, importa entender como você está vivendo: o que ficou mais fácil, o que continua difícil e quais mudanças conseguiu sustentar. Ajustar o plano faz parte do tratamento. A participação de psicólogo ou psiquiatra pode ampliar esse cuidado, com uma conversa entre profissionais quando você autoriza.
Álcool, outras substâncias e redução de danos
A redução de danos parte de entender o uso e combinar caminhos para diminuir seus riscos e consequências. A abstinência pode ser um objetivo, mas você não precisa chegar pronto para parar para começar o acompanhamento. Essa conversa exige confiança e franqueza dos dois lados.
Também ajudo quem quer parar de fumar. Se houver dependência física de álcool, interromper de forma abrupta pode exigir cuidados específicos; avalio como fazer isso com segurança.
Cuidado compartilhado quando necessário
O acompanhamento com psiquiatra pode ser necessário quando há maior gravidade, suspeita de bipolaridade ou psicose, resposta insuficiente ou necessidade de manejo especializado. Posso seguir como seu médico de referência, acompanhando sua saúde e articulando as decisões. Situações de risco imediato precisam de atendimento de urgência.