João Victor Bohn Alves Médico de Família e Comunidade Agendar
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Acompanhamento em saúde mental

O que você está vivendo merece espaço na consulta, mesmo quando ainda é difícil encontrar um nome para isso.

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Cinco matrioskas de madeira pintadas à mão, do conjunto que fica no consultório de João

Ansiedade, depressão, insônia, dificuldades com álcool ou outras substâncias: a saúde mental faz parte do meu trabalho como médico de família. Também recebo pessoas vivendo luto, esgotamento ou mudanças difíceis, sem que necessariamente exista um transtorno.

Entender antes de dar um nome

O que mudou, há quanto tempo e como isso aparece no sono, no trabalho, nas relações e na vontade de fazer as coisas? Sua saúde física e os medicamentos em uso também precisam entrar nessa conversa, porque tudo isso pode participar do que você está sentindo.

Dar um nome ao problema pode ajudar a orientar o tratamento. Mas uma conclusão apressada também pode deixar de fora o contexto de uma perda, uma relação difícil ou uma rotina que se tornou insustentável. Quando há dúvida, explico o que preciso acompanhar e combino os próximos passos com você.

Construir um plano possível

O cuidado pode incluir psicoterapia, mudanças na rotina e medicamentos. A escolha depende do quadro, da intensidade do sofrimento e das suas preferências. A decisão sobre um medicamento precisa considerar o benefício esperado, os possíveis efeitos adversos e quando avaliar a resposta.

Nas consultas seguintes, importa entender como você está vivendo: o que ficou mais fácil, o que continua difícil e quais mudanças conseguiu sustentar. Ajustar o plano faz parte do tratamento. A participação de psicólogo ou psiquiatra pode ampliar esse cuidado, com uma conversa entre profissionais quando você autoriza.

Álcool, outras substâncias e redução de danos

A redução de danos parte de entender o uso e combinar caminhos para diminuir seus riscos e consequências. A abstinência pode ser um objetivo, mas você não precisa chegar pronto para parar para começar o acompanhamento. Essa conversa exige confiança e franqueza dos dois lados.

Também ajudo quem quer parar de fumar. Se houver dependência física de álcool, interromper de forma abrupta pode exigir cuidados específicos; avalio como fazer isso com segurança.

Cuidado compartilhado quando necessário

O acompanhamento com psiquiatra pode ser necessário quando há maior gravidade, suspeita de bipolaridade ou psicose, resposta insuficiente ou necessidade de manejo especializado. Posso seguir como seu médico de referência, acompanhando sua saúde e articulando as decisões. Situações de risco imediato precisam de atendimento de urgência.

Dúvidas antes de vir

Já faço psicoterapia. Posso consultar também?

Sim. A consulta médica e a psicoterapia podem se complementar. Com sua autorização, posso conversar com seu psicólogo para alinhar o cuidado.

Posso parar o antidepressivo quando melhorar?

Converse comigo antes de mudar o uso. A melhora não significa que seja hora de parar, e a interrupção abrupta pode causar sintomas de retirada. Quando chega o momento, planejo a redução gradual e acompanho como você fica.

E se houver risco de suicídio?

Se houver risco de se machucar agora ou você não conseguir se manter em segurança, procure uma emergência ou ligue 192 (SAMU), sem esperar uma consulta agendada. Peça a alguém de confiança para ficar com você. O CVV, no 188, oferece apoio emocional, mas não substitui atendimento de urgência.

O que dizem sobre o atendimento

Avaliações publicadas por pacientes no Doctoralia e no Google.