João Victor Bohn Alves Médico de Família e Comunidade Agendar
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PrEP e acompanhamento de pessoas com HIV

Falar de prevenção e de HIV pede informação clara, privacidade e espaço para conversar sem julgamento.

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Cinco matrioskas de madeira pintadas à mão, do conjunto que fica no consultório de João

Uma conversa sobre saúde sexual precisa considerar a sua vida como ela é: suas dúvidas, suas relações e o que é possível manter na rotina. Essas informações ajudam a escolher uma forma de prevenção e também a cuidar de quem já vive com HIV.

PrEP: prevenção antes da exposição

A profilaxia pré-exposição, ou PrEP, é o uso de medicamentos por pessoas que não vivem com HIV para prevenir a infecção. A indicação considera práticas sexuais, exposições e seu interesse em usar; não se resume à orientação sexual ou à identidade de gênero.

Antes de começar, é preciso testar para HIV e avaliar exposições recentes ou sintomas de infecção. Outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), hepatites, vacinas e a necessidade de examinar a função dos rins também fazem parte da avaliação.

Se houver indicação, a orientação inclui como usar, quando a proteção começa e o que fazer diante de esquecimentos ou efeitos adversos. A testagem para HIV continua nas consultas de acompanhamento. Como a PrEP não previne outras ISTs, preservativos, vacinas e outros cuidados também entram na conversa.

Para quem vive com HIV

Acompanho pessoas vivendo com HIV considerando o tratamento, os exames e as demais necessidades de saúde. Dificuldades para manter a medicação, possíveis interações e questões como sono, saúde mental e doenças crônicas precisam ter espaço na consulta. Quando necessário, esse cuidado é coordenado com a rede e com infectologista.

Uma informação que merece ser conhecida: pessoas em tratamento que mantêm a carga viral indetectável não transmitem HIV nas relações sexuais. É o princípio indetectável = intransmissível. Isso depende de manter o tratamento e o acompanhamento.

Se a exposição já aconteceu

Pode ser necessária a PEP, uma medida de urgência diferente da PrEP. Procure imediatamente um serviço que ofereça profilaxia pós-exposição: quando indicada, deve ser iniciada o quanto antes, no máximo em 72 horas. Não espere uma consulta agendada. Mesmo após esse prazo, procure atendimento para avaliar testagem e outros cuidados.

Dúvidas antes de vir

A PrEP é gratuita pelo SUS?

Sim. O SUS oferece PrEP oral gratuitamente para pessoas com indicação. No atendimento particular, faço a avaliação e o acompanhamento e oriento o acesso à rede. A retirada segue o fluxo do serviço de dispensação.

Preciso tomar PrEP todos os dias?

Existe PrEP oral diária e sob demanda. A modalidade sob demanda tem critérios específicos e exige planejamento. A escolha considera suas práticas sexuais, saúde e medicamentos em uso, a partir da avaliação na consulta.

Posso parar e voltar a usar quando quiser?

É possível interromper e retomar, mas isso precisa de orientação sobre as últimas exposições, o tempo necessário de uso e novos testes. Quem tem hepatite B precisa de cuidado adicional ao suspender.

Já acompanho com infectologista. Posso consultar também?

Sim. Posso cuidar das demais necessidades de saúde e ajudar a coordenar o acompanhamento com seu infectologista, evitando decisões isoladas sobre medicamentos e exames. Não é preciso abandonar um vínculo que funciona para começar comigo.

O que dizem sobre o atendimento

Avaliações publicadas por pacientes no Doctoralia e no Google.