Uma conversa sobre saúde sexual precisa considerar a sua vida como ela é: suas dúvidas, suas relações e o que é possível manter na rotina. Essas informações ajudam a escolher uma forma de prevenção e também a cuidar de quem já vive com HIV.
PrEP: prevenção antes da exposição
A profilaxia pré-exposição, ou PrEP, é o uso de medicamentos por pessoas que não vivem com HIV para prevenir a infecção. A indicação considera práticas sexuais, exposições e seu interesse em usar; não se resume à orientação sexual ou à identidade de gênero.
Antes de começar, é preciso testar para HIV e avaliar exposições recentes ou sintomas de infecção. Outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), hepatites, vacinas e a necessidade de examinar a função dos rins também fazem parte da avaliação.
Se houver indicação, a orientação inclui como usar, quando a proteção começa e o que fazer diante de esquecimentos ou efeitos adversos. A testagem para HIV continua nas consultas de acompanhamento. Como a PrEP não previne outras ISTs, preservativos, vacinas e outros cuidados também entram na conversa.
Para quem vive com HIV
Acompanho pessoas vivendo com HIV considerando o tratamento, os exames e as demais necessidades de saúde. Dificuldades para manter a medicação, possíveis interações e questões como sono, saúde mental e doenças crônicas precisam ter espaço na consulta. Quando necessário, esse cuidado é coordenado com a rede e com infectologista.
Uma informação que merece ser conhecida: pessoas em tratamento que mantêm a carga viral indetectável não transmitem HIV nas relações sexuais. É o princípio indetectável = intransmissível. Isso depende de manter o tratamento e o acompanhamento.
Se a exposição já aconteceu
Pode ser necessária a PEP, uma medida de urgência diferente da PrEP. Procure imediatamente um serviço que ofereça profilaxia pós-exposição: quando indicada, deve ser iniciada o quanto antes, no máximo em 72 horas. Não espere uma consulta agendada. Mesmo após esse prazo, procure atendimento para avaliar testagem e outros cuidados.